Quando o Leão Demite o Búfalo: O Colapso Emocional da Selva Corporativa
Na Selva S.A., algo mudou. A floresta corporativa já não treme por causa das garras afiadas, mas por corações endurecidos. Metade das demissões ao redor do mundo e aqui não é diferente não vem de falhas técnicas, mas de atitudes comportamentais tóxicas. O Leão-presidente convoca todo o conselho animal para discussão. É hora de encarar a dor que muitos negam.
PALESTRA DO ESPECIALISTA: Coruja-Sábia (Diretora de Inteligência Emocional)
Coruja-Sábia (abrindo o encontro): Em 2024, 50% das demissões no Brasil foram por questões comportamentais quase o dobro de tudo o que vem da automação ou corte de custos, juntas 25% + 25%. “Isso significa que estamos perdendo bons profissionais não por falhas, mas por falhas de convivência.”
Ela continua:
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“Competência técnica é importante, mas conviver importa mais. ‘O homem que ama a sabedoria alegra o seu pai’ diz Provérbios 15:2 conviver bem parte até do divino.”
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Cita Aristóteles: “O homem é por natureza um animal político” mas quando a política interna falha, a selva desmorona.
DEBATE COM OS ANIMAIS
Macaco Comunicador: “Virou moda reclamar do outro. Mas e a empatia?”
Elefanta RH: “Hoje é comum ver rotatividade por birra, não por competência”, e apresenta dados que apontam o crescimento de desligamentos por comportamento.
Búfalo Reflexivo: “Perdi o emprego porque dei uma resposta impaciente. A pandemia me ensinou a endurecer, não a escutar.”
Leão-presidente: “Estamos tecnicamente preparados, mas emocionalmente obsoletos.”
Gato Filósofo: “Nietzsche disse que ‘aquilo que não me mata, me fortalece’. Na selva, o que nos destrói é a frieza mental, não a ferocidade física.”
Pomba Paz: “A Bíblia me lembra: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’ (Marcos 12:31). Mas hoje, para muitos, isso virou lei esquecida.”
DADOS ESTATÍSTICOS CHOCANTES
- 50% das demissões em 2024 no Brasil por questões comportamentais.
- Habilidades mais valorizadas (PUCPR): comunicação oral (11,46%), planejamento (10,73%), solução de problemas (10,18%), gestão de conflitos (7,51%), comunicação escrita (7,42%).
- 76% dos profissionais investem em atualização; apenas 16% das empresas priorizam esse comportamento.
- Demissões emocionais causam mais trauma que divórcio segundo a Wikipédia, podem gerar depressão, apatia e perda de autoestima.
- Segundo a Catho (2024), as principais causas de desligamento não técnico são: falta de inteligência emocional, má convivência e resistência a feedback.
- E o LinkedIn (2024) confirma: 63% das empresas no Brasil já demitiram por problemas de relacionamento.
- Depois da pandemia, segundo a OCDE, houve aumento de 18% nos conflitos interpessoais no ambiente de trabalho. É como se o isolamento tivesse deixado nossas garras mais afiadas para brigar… e não para produzir."
FRASES IMPACTANTES DOS ANIMAIS
- Coruja-Sábia: “Quem se esquece de si, esquece dos outros e vira ruído, não liderança.”
- Búfalo: “O que dói não é a demissão, é a frieza que precede.”
- Macaco: “A civilização é real, mas está em risco quando a convivência morre.”
- Gato: “A técnica está no clique. A empatia está no sopro.”
- Pomba: “A paz começa onde termina o julgamento.”
ANÁLISE FINAL – ANTÔNIEL BASTOS
Sejamos honestos: o que está matando empregos não é a inteligência artificial, é a burrice emocional. Vivemos uma era em que saber conviver é quase um dom místico. O mundo se digitalizou, mas o caráter ficou no modo analógico, enferrujando num canto. As pessoas estão mais conectadas a telas do que aos olhos umas das outras, e qualquer ruído vira tempestade. O problema não é a automação, é o coração travado. Não demitimos só colegas: demitimos a paciência, a tolerância e a arte da conversa. Viramos profissionais técnicos de alta performance e amadores emocionais de baixa frequência. No fundo, estamos trocando a cooperação pela competição mesquinha, e esquecendo que, sem o outro, ninguém cresce. E no dia em que todos entenderem isso… talvez, só talvez, a Selva e o mundo voltem a ser um lugar onde vale a pena trabalhar.
Somos a selva que esqueceu o latido compassivo. O problema não está na inteligência artificial que chega, está na inteligência emocional que foi embora. Estamos demitindo líderes por birra, substituindo humildade por hashtag, trocando conversa sincera por rancor digital.
A selva corporativa se desumanizou. Hoje, quem não sabe conviver não merece crachá. Estamos no mundo da eficiência nua, e da empatia encurtada.
A pandemia isolou corpos e endureceu almas. Viramos técnicos de altíssima performance emocional e analfabetos sentimentais.
Essa não é crise de automação. É crise de humanidade. E quem não entende isso agora, está fora emocionalmente. E, logo, fisicamente.
A mudança começa no espelho. O conflito se cura no abraço. E a selva? A selva ainda pode florescer se reaprender a olhar o outro com olhos de paz.
Antoniel Bastos - Presidente da Rede Incluir, jornalista (MTB 00375/RJ), escritor e Coach em Desenvolvimento Humano (Universidade Anhanguera - SP). Minha expertise se estende ao Marketing Digital (Pós-Graduação Unisignorelli - RJ) , líder de iniciativas de Diversidade e Inclusão como Diretor de RH da ACIJA - Associação Industrial e Comercial de Jacarepaguá e Gestor de Relacionamento Estratégico do Grupo Tokke - Gestão de Qualidade de Vida.
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